domingo, 29 de novembro de 2009

Infância sem som

Atualmente a infância não tem o que ouvir. Não existem ídolos na mídia que façam com que as crianças tenham músicas para elas. As poucas manifestações da música infantil quase não se vê (ou ouve).

É muito difícil a realização prática dessa arte para o público infantil. Primeiro porque hoje a música se tornou descartável. Os sucessos aparecem e somem de uma hora pra outra. E segundo, porque para crianças tudo não pode. Qualquer coisa cantada pode ter algum significado oculto, que não sei da onde as pessoas conseguem achar.

Já que as crianças não têm o que ouvir. Apenas ouvem. Ouvem músicas sem conteúdo. Músicas das quais nem sabem do que se trata. Elas não dispõem de músicas de qualidade para se entreter. Duvido que algum pai consiga fazer seu filho ouvir Bethoven. E ainda diz: "Na minha época que havia música de qualidade".

No futuro falaremos o mesmo para nossos filhos. O que se ouve hoje passará a ser de qualidade assim como as músicas de antigamente são consideradas por nossos pais atualmente.

Então o "Créu" passará a ser música de qualidade. Que medo!

domingo, 22 de novembro de 2009

Sinto muito, mas Edward Cullen não existe.

Muito bem escrita por Stephenie Meyer, a saga Crepúsculo (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer), depois de sair no cinema, virou febre no mundo todo com suas histórias de vampiros bonzinhos e é claro, amor.

Quer um conselho? Assista os filmes em casa. O cinema vira um caos com aquele aglomerado de adolescentes fanáticos e filas enormes. Sem contar com os gritos (de dentro do cinema) que acontecem com alarmante frequência. Quando os trailers aparecem: gritos e mais gritos. Quando o filme realmente começa e se vê escrito "New Moon": gritos e mais gritos. Toda vez que Jacob Black (Taylor Lautner agora mega-bombado) aparece: gritos e mais gritos. E é claro, toda vez que Edward Cullen (Robert Pattinson) aparece: gritos e mais gritos.

Mas afinal, o que esse Edward Cullen tem? Uma beleza inumana: 1,85 de altura, pele de mármore, muito pálida, fria, que brilha na luz do sol, como diamante; cabelos cor de bronze;  olhos de topázio líquido dourado e o deslumbrante sorriso torto. E tem mais, o "filho da mãe" ainda sabe tocar piano, é inteligente, lê pensamentos e não morre.

Porém, como toda a história, ele não existe. Robert Pattinson não passa de um ator cumprindo seu papel (aliás, muito bem). Ao contrário de Edward Cullen, ele não é frio, não brilha, não gosta de tomar banho e vai morrer um dia.

Ou seja, garotas-adolescentes-loucas-desvairadas (fãs) assistam o filme, chorem, mas tratem de acordar.
O conto de fadas de Bella Swan é lindo, mas não existe. O máximo que vocês podem conquistar na vida real é um homem com paciência e dinheiro suficientes para uma vida estável.

Amor? Aí vocês já estão pedindo demais.

domingo, 15 de novembro de 2009

É o Fim do Mundo. De Novo!

A ideia aterrorizante do apocalipse volta a tona com o filme "2012" que estreou nesta sexta-feira (13). As estrelas, os planetas e o calendário maia alertam que o Fim do Mundo está próximo. Mais uma vez.

Um fator interessante neste filme é que nele o mundo acaba inteiramente. Até no Brasil! Nos outros longas apocalípticos a catástrofe final acontecia apenas nos EUA e, as vezes, na Europa. O resto do mundo era indigno demais para ter a oportunidade de um fim.

Mas por que todo esse medo? Todas as redundantes profecias já feitas fracassaram e ainda surgirão muitas outras. A natureza não pode ser medida. A contagem do tempo e, consequentemente, o calendário são invenções do homem. Não existe ainda hipótese alguma de saber quando tudo isso acaba. Seria irônico demais os maias terem conciência de quando o mundo acabaria e nós com todas essas tecnologias existentes atualmente não termos noção alguma de quando o Juízo Final chegará.

O que resta para nós pobres mortais? Viver enquanto há tempo. Então respeitem os mais velhos e sejam bonzinhos. Deixem que a Publicidade fature com este assunto. Garantir um espaço no céu é essencial para quem teme o fim.

sábado, 7 de novembro de 2009

É, a Sandy não é mais a mesma.

Aquela garotinha linda, simpática e toda meiguinha não existe mais. Sandy cresceu, agora é mulher e tem que encarar com muita fé. Seria o bastante. Foram mais de 18 milhões de discos vendidos (apesar da pirataria) em 13 turnês ao lado do irmão. Parabéns, muito talento.

E um de seus talentos colocados a prova foi para o drama, na novela mais curta da história da rede Globo, com 83 capítulos. "Estrela-Guia", que volta em 2010 no "Vale a pena ver de novo" falava de amor platônico e eterno, um conto de fadas. Tudo de mentira.

Mas não quero exaltar a brilhante carreira da cantora, atriz, produtora e etc. Nesta semana uma fã perguntou à Sandy via twitter se ela estaria no Programa do Jô para dar audiência à uma outra cantora. Eis a resposta: "Ahahaha! Pra tal da Anahí?? O que os fãs não fazem pelos artistas q gostam, né? Hehehe..." Como se ela não tivesse mais fãs. Depois pediu desculpas. Disse que a "tal da Anahí" é linda e blá blá blá... É, a Sandy não é mais a mesma.



Pra quem não sabe, Anahí é ex-integrante do grupo RBD e acaba de lançar carreira solo. Com shows também no Brasil, deu entrevista no Programa do Jô na madrugada de segunda pra terça-feira desta semana.

Pelo menos a novela dela durou mais que quatro meses.