Cardigã... peça com carinho de avô, mas que entrou e não sai mais do meu guarda-roupa!
O cardigã surgiu como uma homenagem ao conde de Cardigan, o general James Thomas Brudenell, que comandava oficiais britânicos na Guerra da Criméia (1853-1856). O lorde gostou tanto do modelo que mandou fazer mais cinco peças em malha de lã escocesa, criando assim o estilo típico desta peça do vestuário, que hoje é designada como uma jaqueta folgada, feita de malha de lã (sendo esses os mais tradicionais) ou de algum outro com caimento leve, com botões frontais e um decote em “V”.
Coco Chanel (Lady Gaga da época... rs) foi a responsável pela propagação da peça do vestuário masculino entre as mulheres nas décadas de 20 e 30, que usavam principalmente com vestidos e saias.
Hoje em dia o cardigã é uma peça coringa no armário de qualquer um, tanto homens quanto mulheres. Ele é versátil e pode ir do estilo clássico ao mais despojado, apenas completando o look para aqueles dias mais fresquinhos. Perfeito para usar nas temperaturas mais amenas, mas, mesmo nos dias gelados, pode ser usado por debaixo de outro casaco maior, sem distorcer a silhueta do look.
De uniforme de militar à peça fashion, o cardigã atualmente aparece em diversos modelos e cores, é opção para todos os gostos. Há aqueles bem
curtos, mas há também os
maxi cardigãs, que vão muito bem com roupas mais justas. Os
coloridos e com estampas são ideais para dar uma vida a um look mais monocromático.
Para os homens, o cardigã pode ser usado como substituto do colete do terno, e ainda ganhar uma proteção extra contra o frio. O ideal é usar um tom próximo ao do paletó para não errar, em geral liso e em cores sóbrias.
Pode ainda ser usado no lugar do paletó, mas a peça tem estar no mesmo tom da calça. Uma gravata mais fina completa o conjunto, que pode ser usado em ocasiões não muito formais, mas que exijam que estejamos um pouco mais arrumados, por exemplo.
E que tal a dupla infalível: cardigã e calça jeans?! As peças combinadas ficam ótimas se usadas com camisa de manga comprida. Se quiser um conjunto mais sóbrio, opte pelas camisas lisas. Se quiser um ar mais jovem, as camisas xadrezes são as ideais. Ou se preferir um estilo mais descontraído e despojado, use o cardigã com jeans e camiseta ou camisa polo. A combinação é boa para programas como ir ao cinema ou sair com os amigos.
Para os meninos, sugiro o cardigã mais tradicional com relação ao comprimento, terminando na altura do cós da calça ou um pouco abaixo dele. Já para as mulheres as opções são maiores, mas as chances de errar também são maiores... Segue aí algumas
diquinhas básicas para não fazer feio:
Mulheres baixas e acima do peso devem optar por modelos de cardigã mais sequinhos sem bolsos, por exemplo, usando o casaquinho sempre desabotoado para alongar a silhueta. Invista nos modelos com comprimento mediano em que a barra termina abaixo da linha da cintura ou barriga, pois assim forma-se uma linha horizontal que amplia e disfarça a região. Prefira combinações monocromáticas ou estampas discretas e com o fundo escuro. Fuja dos
maxi cardigãs (o comprimento segue a linha dos joelhos ou na metade das coxas), eles aumentam a proporção do quadril além de achatar visualmente a silhueta.
Já para mulheres magras e altas, os maxi cardigãs podem ser usados com um cinto por cima, dando um equilíbrio para a silhueta. Qualquer modelo de cardigã cai bem para este tipo de mulher (raiva...). Os mais curtos dão um ótimo caimento quando combinados com saias rodadas, cintura alta ou até mesmo o jeans.
Além de prático e fácil de combinar com qualquer tipo de roupa (com tanto que favoreça o seu corpo!), o cardigã deixa a mulher mais feminina e moderna e o homem sempre elegante. Invista neste modelo de casaquinho em qualquer ocasião e brinque com as possibilidades, combine acessórios que completam o visual.