Chapéu sempre foi sinônimo de elegância. Nos séculos anteriores,
chapéu não era um simples acessório, era item obrigatório para compor os looks e essa regra era válida tanto para
homens, como para mulheres. Com o passar do tempo, essa tradição foi sendo
abandonada. Na década de 1950, já era raro ver alguém com esse acessório.
Nos dias atuais, uma vibe retrô
trouxe os chapéus para o guarda-roupa de muita gente. Aliás, já dei dicas de
como usar chapéus AQUI no blog, lembra?
E para te inspirar ainda mais a usar esse descolado acessório, trago
para vocês hoje uma entrevista com o Du E-Holic.
Ele é Durval Sampaio, Du E-Holic de apelido... nascido em São Paulo,
criado em Mairiporã e São Paulo. Possui 30 aninhos de idade e trabalha com
aquilo que ama: Chapéus. E regado a muita música! Em entrevista para nós, ele
nos conta um pouquinho dessa paixão.
BO: Du, primeiramente, por que chapéus? Por que você
considera tão especial esse acessório?
Du: Chapéus é o que nos
cobre, o rosto é tão marcante que chapéu é a única peça do vestuário que você
não coloca, você VESTE. Impossível você usar sem estar a vontade. É meia hora para
tirar ou uma vida toda para se permitir usá-lo. :)
BO: Seus chapéus não são nada convencionais, possuem personalidade
própria! Onde você busca referência para seu trabalho? Em que você se inspira?
Du: Minha inspiração é
totalmente musical e humana, as pessoas me inspiram. As boas conversas ao lado
da minha máquina de costura na garagem, regada a uma boa música me inspira
demais, não existe uma fórmula... É algo que transcende a qualquer
"alucinógeno". Vem da alma mesmo...
BO: Como começou seu interesse por chapéus? Conte-nos sua relação
com esse trabalho.
Du: Começou meio por
necessidade... duas necessidades. Sair de uma vida totalmente voltada ao
"ego financeiro", onde não existia um limite que não fosse o alcançado
pelo papel moeda. E porque minha cabeça é grande e não achava chapéus para
comprar. Algo que sempre curti. Nunca gostei de bonés, sempre amei chapéus
e principalmente cartolas. Minha relação é tão íntima que é difícil escrever
sobre... é verdadeiramente uma mágica instalada na minha vida. Acredite!
BO: Que estilo de chapéu você mais se identifica? (coloca a
imagem do email dele)
Du: Cartolas,
absolutamente cartolas!!!!!
BO: Assim como seus chapéus, você também possui um estilo bem
diferenciado. Como você definiria esse estilo? Qual sua relação com a moda?
Du: Eu uso apenas o que
tenho, o que faço, o que transformo. Nunca me importei com combinações de
nada, nem com olhares estranhos. Um dia ouvi do Wando: "Quando as
pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por
isso." Eu não leio nada sobre moda, nem revistas, nem tv, nem desfiles. Fugi de estudá-la também. Acho a moda um pouco preconceituosa. Um tanto
mercantilista e meio que não se enquadra no meu estilo de vida, sabe? Até feio por ser um pouco radical à isso, mas é apenas opinião, né...? :)rs
BO: Ultimamente, você tem criado chapéus fazendo uso da
reutilização de materiais, reciclando. Qual a sua opinião sobre a
sustentabilidade na moda?
Du: Completamente. Eu
reutilizo tudo que for possível. Sustentabilidade para mim não é separar
latinha de resto de comida, apenas. A redução do consumo é um dos maiores
pilares, em minha opinião, e para isso eu uso de tudo e tento ensinar também. Saco de cimento, saco de café, filmes fotográficos, fitas de vídeo, câmaras de
pneu, embalagens diversas... Não que eu queira que as pessoas usem isso na
cabeça com um chapéu, mas "coloquem" na cabeça que dá para fazer
coisas incríveis com "restos" que encontramos em casa e no
trabalho. Um exemplo, quantas vezes cansei de comprar um material
prateado e temos aos montes em embalagens de tetrapak. Aquela
textura exclusiva que exige misturas e misturas de tintas, o filtro de café só
queima de uma forma em cada um. Não existem dois iguais. Quer exclusividade
maior????
BO: Você parece gostar muito do que faz. Algum conselho para quem
deseja seguir essa profissão?
Du: Isso mudou minha
vida! Criei essa frase e fiz dela minha “religião" e é isso que busco
espalhar, usando hoje o chapéu como "fio condutor" para isso. Vivemos com pouco, com muito pouco, mas para isso precisamos viver daquilo que
gostamos de fazer, não do que os outros gostariam que gostássemos. Confuso,
mas é mais ou menos isso. Já perdi amigos suficientes para sacar que a vida é
uma só. E é dela que respiro todos os dias. Fazer somente e tão somente o que
gosto.
Sou só eu ou mais alguém se apaixonou?
Para quem quiser saber mais um pouquinho desse descolado e incrível
chapeleiro, dá uma passadinha AQUI no Face desse chapeleiro. E corre para conhecer o trabalho dele, pois no final desse ano ele
vai encerrar suas atividades e iniciar um novo projeto, o "Chapéu sem
CEP", costurando em seu busão pelo Brasil. Você pode conferir os detalhes AQUI.
E como música é muito importante para o Du E-Holic, para essa
entrevista, ela não poderia ficar de fora, certo? Então, essa entrevista foi
concebida ao som de Police! Demais, né?!
E aí, vai um chapéu?!





amei !
ResponderExcluirconheça tb a san dona, la tem chapeus classicos e muitos outros modelos de boinas, queps etc...
Excluirwww.sandona.com.br
www.orangeshop.com.br
Tenho 7 chapéus dele!... =D
ResponderExcluirObrigada Du E-Holic pela entrevista!!!!
ResponderExcluirEu simplesmente adorei a entrevista! vi ele em um progama de tv e gostei muito do estilo dele e, penso como ele também. Estou ansiosa pra ter um chapéu dele, acho original e único!
ResponderExcluirmeu nome não é avril lavigne (claro!), eu tenho um blog dela e deu errado aqui. meu nome é Gabriela Lima ,e quero muito um chapéu dele!
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