sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não é Apenas Chapéu


Chapéu sempre foi sinônimo de elegância. Nos séculos anteriores, chapéu não era um simples acessório, era item obrigatório para compor os looks e essa regra era válida tanto para homens, como para mulheres. Com o passar do tempo, essa tradição foi sendo abandonada. Na década de 1950, já era raro ver alguém com esse acessório.

Nos dias atuais, uma vibe retrô trouxe os chapéus para o guarda-roupa de muita gente. Aliás, já dei dicas de como usar chapéus AQUI no blog, lembra?

E para te inspirar ainda mais a usar esse descolado acessório, trago para vocês hoje uma entrevista com o Du E-Holic.

Ele é Durval Sampaio, Du E-Holic de apelido... nascido em São Paulo, criado em Mairiporã e São Paulo. Possui 30 aninhos de idade e trabalha com aquilo que ama: Chapéus. E regado a muita música! Em entrevista para nós, ele nos conta um pouquinho dessa paixão.
BO: Du, primeiramente, por que chapéus? Por que você considera tão especial esse acessório?
Du: Chapéus é o que nos cobre, o rosto é tão marcante que chapéu é a única peça do vestuário que você não coloca, você VESTE. Impossível você usar sem estar a vontade. É meia hora para tirar ou uma vida toda para se permitir usá-lo. :)

BO: Seus chapéus não são nada convencionais, possuem personalidade própria! Onde você busca referência para seu trabalho? Em que você se inspira?
Du: Minha inspiração é totalmente musical e humana, as pessoas me inspiram. As boas conversas ao lado da minha máquina de costura na garagem, regada a uma boa música me inspira demais, não existe uma fórmula... É algo que transcende a qualquer "alucinógeno". Vem da alma mesmo...

BO: Como começou seu interesse por chapéus? Conte-nos sua relação com esse trabalho.
Du: Começou meio por necessidade... duas necessidades. Sair de uma vida totalmente voltada ao "ego financeiro", onde não existia um limite que não fosse o alcançado pelo papel moeda. E porque minha cabeça é grande e não achava chapéus para comprar. Algo que sempre curti. Nunca gostei de bonés, sempre amei chapéus e principalmente cartolas. Minha relação é tão íntima que é difícil escrever sobre... é verdadeiramente uma mágica instalada na minha vida. Acredite!

BO: Que estilo de chapéu você mais se identifica? (coloca a imagem do email dele)
Du: Cartolas, absolutamente cartolas!!!!!
BO: Assim como seus chapéus, você também possui um estilo bem diferenciado. Como você definiria esse estilo? Qual sua relação com a moda?
Du: Eu uso apenas o que tenho, o que faço, o que transformo. Nunca me importei com combinações de nada, nem com olhares estranhos. Um dia ouvi do Wando: "Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por isso." Eu não leio nada sobre moda, nem revistas, nem tv, nem desfiles. Fugi de estudá-la também. Acho a moda um pouco preconceituosa. Um tanto mercantilista e meio que não se enquadra no meu estilo de vida, sabe? Até feio por ser um pouco radical à isso, mas é apenas opinião, né...? :)rs

BO: Ultimamente, você tem criado chapéus fazendo uso da reutilização de materiais, reciclando. Qual a sua opinião sobre a sustentabilidade na moda?
Du: Completamente. Eu reutilizo tudo que for possível. Sustentabilidade para mim não é separar latinha de resto de comida, apenas. A redução do consumo é um dos maiores pilares, em minha opinião, e para isso eu uso de tudo e tento ensinar também. Saco de cimento, saco de café, filmes fotográficos, fitas de vídeo, câmaras de pneu, embalagens diversas... Não que eu queira que as pessoas usem isso na cabeça com um chapéu, mas "coloquem" na cabeça que dá para fazer coisas incríveis com "restos" que encontramos em casa e no trabalho. Um exemplo, quantas vezes cansei de comprar um material prateado e temos aos montes em embalagens de tetrapak. Aquela textura exclusiva que exige misturas e misturas de tintas, o filtro de café só queima de uma forma em cada um. Não existem dois iguais. Quer exclusividade maior????

BO: Você parece gostar muito do que faz. Algum conselho para quem deseja seguir essa profissão?
Du: Isso mudou minha vida! Criei essa frase e fiz dela minha “religião" e é isso que busco espalhar, usando hoje o chapéu como "fio condutor" para isso. Vivemos com pouco, com muito pouco, mas para isso precisamos viver daquilo que gostamos de fazer, não do que os outros gostariam que gostássemos. Confuso, mas é mais ou menos isso. Já perdi amigos suficientes para sacar que a vida é uma só. E é dela que respiro todos os dias. Fazer somente e tão somente o que gosto.
Sou só eu ou mais alguém se apaixonou?

Para quem quiser saber mais um pouquinho desse descolado e incrível chapeleiro, dá uma passadinha AQUI no Face desse chapeleiro. E corre para conhecer o trabalho dele, pois no final desse ano ele vai encerrar suas atividades e iniciar um novo projeto, o "Chapéu sem CEP", costurando em seu busão pelo Brasil. Você pode conferir os detalhes AQUI.
E como música é muito importante para o Du E-Holic, para essa entrevista, ela não poderia ficar de fora, certo? Então, essa entrevista foi concebida ao som de Police! Demais, né?!

E aí, vai um chapéu?!

6 comentários:

  1. Respostas
    1. conheça tb a san dona, la tem chapeus classicos e muitos outros modelos de boinas, queps etc...
      www.sandona.com.br
      www.orangeshop.com.br

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  2. Obrigada Du E-Holic pela entrevista!!!!

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  3. Eu simplesmente adorei a entrevista! vi ele em um progama de tv e gostei muito do estilo dele e, penso como ele também. Estou ansiosa pra ter um chapéu dele, acho original e único!

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  4. meu nome não é avril lavigne (claro!), eu tenho um blog dela e deu errado aqui. meu nome é Gabriela Lima ,e quero muito um chapéu dele!

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